Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Sexta-feira, 21 de Outubro de 2005
Exercício: Histórias de família ou "onde está o Wally"
Pois bem, o tempo passa e urge exercitarmos os nossos conhecimentos, para nos mantermos em boa forma intelectual. Por isso hoje proponho um pequeno exercício/jogo em torno das histórias de família, que nos habituámos a fazer ao longo do curso.
Infelizmente não posso transpor para aqui o diagrama da família que vos quero apresentar, mas fica o desafio para que vocês mesmos o esbocem, com os dados que vos deixarei. São dados recolhidos por aí, na net, pelo que não me responsabilizo pela sua fiabilidade. No entanto, aqui vo-los deixo, para quem quiser entreter-se com este pequeno passatempo. Ah, e entretanto, se encontrarem pelo meio alguém nosso conhecido, talvez não seja mera coincidência...

MANUEL JOAQUIM PINHEIRO CHAGAS foi um vulto da segunda metade do Século XIX em Portugal. Viveu entre 1842 e 1895 e na Enciclopédia Universal encontrei este breve sumário bio-bibliográfico:
“Político, militar e escritor, efectuou os seus estudos na Escola do Exército e na Escola Politécnica. No seu percurso militar, alcançou o posto de capitão; foi ainda deputado, ministro da marinha e do ultramar e presidente da Junta do Crédito Público.
Professor do Curso Superior de Letras, gozou de grande prestígio como escritor, conjugando a sua actividade literária com os seus ideais políticos. Poeta, dramaturgo, ensaísta e romancista, esteve envolvido na eclosão da Questão Coimbrã, influenciado por António Feliciano de Castilho, que prefaciou a sua única obra de poesia, Poema da Mocidade (1865). De dotes oratórios superiores aos da escrita, a sua obra foi um exercício de transigência ao gosto da época, afirmando-se como um dos sustentáculos intelectuais da posição governamental.
As suas obras oscilavam entre um estilo rigoroso e uma atmosfera de afectação. Entre os seus volumes de ficção contam-se Tristezas à Beira-Mar (1866), O Terramoto de Lisboa (1874), A Mantilha de Beatriz (1878) e A Jóia do Vice-Rei (1890). Do seu trabalho ensaístico destacam-se Ensaios Críticos (1866) e Novos Ensaios Críticos (1867), sendo de salientar também, a nível historiográfico, a História de Portugal (8 volumes, 1869-1874). Como dramaturgo escreveu A Morgadinha de Valflor (1869).”
PINHEIRO CHAGAS casou com MARIA DA PIEDADE MATERNIDADE DA SILVA, com quem teve seis filhos: Raul Pinheiro Chagas (n.1864), ALICE PINHEIRO CHAGAS (n.1866), Mário da Silva Pinheiro Chagas (n.1870), Álvaro Pinheiro Chagas (n.1872), Frederico da Silva Pinheiro Chagas (n.1882) e Valentina Pinheiro Chagas (n.1883).
Em 1891 ALICE casou com JORGE VERDE (1861-1941), filho de JOSÉ ANASTÁCIO VERDE e de MARIA DA PIEDADE DAVID DOS SANTOS. Em 1892 nasce o filho de ambos, EDMUNDO PINHEIRO CHAGAS VERDE (m.1965), que em 1929 desposa MARIA JOSÉ ROLIN GIRALDES BARBA (1908-1976) (dispensa-se a apresentação da sua família para não estender muito isto e porque talvez não seja essencial ao nosso argumento – sim, porque há aqui um argumento escondido, já devem ter reparado...).
EDMUNDO E MARIA JOSÉ terão quatro filhos: JORGE GIRALDES BARBA PINHEIRO CHAGAS VERDE (n.1930), Maria Leonor Giraldes Barba Pinheiro Chagas Verde (n.1932), Maria Inês Chagas Verde (n.1944) e Maria Teresa Pinheiro Chagas Verde (n.1945).
O mais velho destes quatro irmãos, JORGE, casar-se-á por duas vezes. Do seu primeiro casamento, com Maria Júlia Ferreira da Silva, teve dois filhos, Teresa Pinheiro Chagas Verde (n.1955) e Luís Manuel Pinheiro Chagas Verde (n.1957). Do segundo casamento, com MARIA FELICIDADE BENEDITO, nascerá JOSÉ FILIPE (n.1961).

Esta história de família poderia ser mais aprofundada. Parece-me uma história interessante, como, de um modo ou de outro, o poderão ser todas. Deixo-vos para já apenas este esboço, estudá-lo já será talvez um passatempo curioso. E deixo-vos o desafio que no fundo norteou esta minha ideia e que decerto já todos vislumbraram – se há por aqui um “Wally”, quem é e “onde está o Wally”??? (Zé Paulo)


publicado por antmarte às 11:46
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15 comentários:
De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2006 às 17:34
Curiosidade... que tem o wally de interessante além de ser académico...

A história das famílias é algo fascinante, essencialmente quando por detrás se encontram histórias... demasiado tristes...
(chamar-lhes-ia tenebrosas...) anna
(http://http//www.quelsera.pt)
(mailto:annaapenas@gmail.com)


De Anónimo a 28 de Outubro de 2005 às 18:00
Retiro o que disse. A Rosário tem razão. Atenção: mantenho o desejo de ser premiado (ainda por cima quando o Chefe já me confidenciou que ele é apetitoso).ZÉ (Lopes) Gonçalves
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(mailto:jgoncalves@cm-oeiras.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 17:13
Calma, João, seja o que for, o prémio da descoberta do Wally é teu. Não convém é contrariares o Delegado Tirano (sabes que há pessoas que não podem ser contrariadas, segundo dizem os especialistas dali da Av. Brasil, nº 53...), senão ele ainda faz como os seus bem-amados políticos, promete muito e não faz nada!!! E depois não há prémio para ninguém... Já o prémio "certinha, certinha" vai mesmo para a Rosário - se estiver aplicada nos estudos como está na correcção de pequenos pormenores, este ano é que é, hein?!Zé Paulo
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(mailto:ilus@clix.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 16:21
Em relação ao prémio, parece-me fundamental saber qual é, talvez uma versão actualizada dos nuer? ou ricos no alentejo? espero as vossas opiniões.

Em relacão ao pele de leopardo digam-me,se souberem, ele arranjou um cargo novo?
Nós agora somos AE2, ele diz que não é o abono de familia da turma AD2, assim não há pachorra ate´apetece gritar: antropologos de todo o iscte uni-vos!!!joao paulo
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(mailto:jpgribeiro@mail.telepac.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 15:31
O prémio continua no segredos dos deuses. Mais uma vez vou ter de rectificar, neste caso, o nosso colega Gonçalves. Quando escrevi o meu comentário eram 07:56 PM, ou seja, a esta hora, é normal a pessoa em questão estar no ISCTE. Rosário Dias
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(mailto:rosarioiscte@gmail.com)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 14:20
Espero que a do "réptil" não seja uma indirecta aos lagartos, que do nosso lado a altura não é a melhor para conversas futebolísticas. O prémio? Que prémio? Ah, fui eu que falei em prémio... ó Ferraz, resolve lá isto, que é para isso que te "pagamos"! Prémio originalidade também para o Gonçalves (como sempre)!Zé Paulo
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(mailto:ilus@clix.pt)


De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 13:48
Eu já não quero o prémio!
Proponho que se entregue o prémio ao Zé Paulo, foi ele que lançou o réptil(leia-se o repto), ou então ao próprio visado(o filipe).
Já agora qual é o prémio? joão paulo
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De Anónimo a 26 de Outubro de 2005 às 12:03
Se me dão licença, também quero intervir. Depois do camarada Cavaco - responsável pelo segundo maior tabu antropológico (logo a seguir ao incesto) – também sou candidato!
Para o efeito e de modo a que haja para todos, não ferindo susceptibilidades, proponho uma alteração ao regulamento dos prémios, que passaria a contemplar:
- Premio “atenção e pronta resposta”, ganho pelo João Paulo, por razões óbvias;
- Prémio “exactidão”, vencido pela Rosário, como vem sugerido pelo Zé Paulo;
- Prémio “intervenção correctiva”, a que me candidato, apresentando a seguinte tese: o indivíduo que procuramos, ao qual o João se referia com indicações menos exactas, NÃO “se encontra” no ISCTE – como pretende a Rosária. Não acredito que, pela 7H56 (hora da afirmação desta jovem) o indivíduo já circulasse pelas instalações da nossa querida escola! Assim, o que acontece é que ele NÃO lecciona as aulas que o João refere e NÃO se encontra no ISCTE na hora indicada pela Rosário!.
Onde e quando é que posso levantar o prémio? Espero que o delegado (tirano) se faça rodear da circunstancial pompa!
Zé (Lopes) Gonçalves
Zé (Lopes) Gonçalves
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(mailto:jgoncalves@cm-oeiras.pt)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 20:43
Não sei por onde anda esse tal de "Wally" nem quero saber. Zé Paulo o prémio é assunto teu, eu não sou abono de familia dos selvagens (com e sem aspas)de AD2.(esta foi boa) Já me basta o esforço em ser tirano. JFJorge Ferraz
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(mailto:jferraz@iol.pt)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 17:42
Então e agora?
Quem é que ganha o prémio?
Eu não sei se quero...JOAO PAULO
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(mailto:jpgribeiro@mail.telepac.pt)


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