Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006
Pensarmo(-no)s sempre de novo
É a oportunidade que nos dá a leitura de Eduardo Lourenço.
Aproveitando a onda “agenda cultural”, que tem abundado por aqui (ele são exposições, ele são danças...), trago-vos agora a sugestão de um livro, mais um livro, afinal um dos grandes meios do nosso trabalho, talvez tanto quanto o mítico “terreno” (“antropólogos de gabinete”, é o que somos!)
Eduardo Lourenço tem um novo livro de ensaios, com o simbólico título de “A morte de Colombo. Metamorfose e fim do Ocidente como mito”. Reflectindo o encontro com o Novo Mundo e os seus nativos, o que o autor faz é devolver-nos “a nossa própria imagem de portugueses, mas desta vez no espelho invertido que foi (e continua a ser) para nós a descoberta da América e nela também a do Índio”. Centra-se assim esta nova meditação sobre os portugueses no “modo como estes se revelaram e foram constituindo numa identidade peculiar ao descobrirem(-se) (n)o Novo Mundo, quer dizer a ‘ocidente do Ocidente’ (como o próprio autor refere), mais europeus e ocidentais do que nunca” (citações retiradas da recensão no “Jornal de Letras” desta quinzena).
O pensamento de Eduardo Lourenço sempre me pareceu muito enriquecedor, à nossa perspectiva geral ou à antropológica. Agora (ou sempre?) particularmente ocupado de um território e temas tão afins à antropologia, parece-me imperdível a leitura destas páginas. (Zé Paulo)


publicado por antmarte às 17:06
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1 comentário:
De Anónimo a 17 de Fevereiro de 2006 às 17:41
"Antropólogos de gabinete"? é o que somos??? parece-me que ainda estamos na fase de antropologos de café. Fica-te muito bem a ideia "Pensarmo(-no)s sempre de novo", com este ensaio de EL, mas, para alem da minha novela quase a terminar (que muitas saudades deixará)não era suposto agora, um novo ciclo de artigos com bolinha vermelha? jf
jferraz
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(mailto:jferraz@iol.pt)


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