Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006
Ali à esquina, um amigo
José Afonso, 02/08/1929 – 23/02/1987

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Não encontro palavras com que fixar o que este homem representa para nós. (Zé Paulo)

“Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?”
“Utopia”



publicado por antmarte às 17:15
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5 comentários:
De Anónimo a 1 de Março de 2006 às 14:33
(artigo do Zé Carlos, publicado por engano noutra "freguesia". Opá, quando quiseres publicar é nos "antropólogos", não no outro, que alguém criou por "pirataria"...)

A letra, é um bonito poema. Para quem conhecer a música, então que cante. São as pequenas grandes alegrias da vida.


Traz outro amigo também
Letra e música: Zeca Afonso
In: "Traz outro amigo também", 1970;


Amigo maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu meu amigo também


Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também


Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

Beijinhos e abraços. Das NevesZé Paulo
</a>
(mailto:ilus@clix.pt)


De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2006 às 19:06
Obrigada pelo post Zé Paulo. Zeca Afonso, por tudo aquilo que quisermos, pensarmos ou decidirmos um grande HOMEM.

Como é que se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento com o "outro".
Uma pessoa é enorme para alguns, quando fala do que leu e viveu, quando nos trata com carinho e respeito, quando nos olha nos olhos e sorri.
É pequena para alguns quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para si quando se interessa pela sua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha juntamente connosco.
É pequena quando se desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que se espera de si própria.
Uma pessoa é pequena quando se rege por comportamentos clichês.
A mesma pessoa pode aparentar grandeza ou “miudeza” dentro de um relacionamento, pode crescer ou desaparecer num espaço de minutos.
É difícil conviver com esta elasticidade, as pessoas agigantam-se e encolhem-se aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de Acções e Reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, torna-se apenas mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... É a sua sensibilidade sem tamanho.
bonecarussa
</a>
(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2006 às 15:11
Cada um terá do Zeca Afonso a ideia que bem lhe apetecer. Eu tenho a minha e espero que ninguém se lembre de torná-lo um ícone da Coca-ColaPicapau Amarelo
</a>
(mailto:carrilho@ci.uc.pt)


De Anónimo a 25 de Fevereiro de 2006 às 23:48
Pensava eu que este Homem começava a entrar no imaginário de todos nós. Enganei-me parece que alguns ainda tentam fazer dele propriedade sua. Enfim, o tempo tudo resolverá e o Zeca será um dia património de todos nós. jf jferraz
</a>
(mailto:jferraz@iol.pt)


De Anónimo a 24 de Fevereiro de 2006 às 21:44
Nem tu tens palavras, nem eu. Mas sabemos, que este homem, simples, de carne e osso, sabe da nossa viagem para nenhures, para lugares nenhuns. Onde o sorriso é alegre e verdadeiro, e onde as lágrimas são sentidas, onde a vida corre faterna e companheira, onde a alegria é amor a todas as coisas. Dos cantos chão Alentejanos, aos entrudos das Beiras, dos ritmos de Moçambique, às urbanas canções para animar a malta. Zeca sabia, sabe, porque é sábio, que só existe uma razão para viver, que é a liberdade.
Viva Grândola Vila Morena. Viva nós, que pensamos tornar possivél o impossivél. Um abraço camarada
Das Neves
</a>
(mailto:josecneves@netvisao.pt)


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