Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Terça-feira, 25 de Abril de 2006
Filho da madrugada

   Vieira da Silva

 

“Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo”

   Sophia de Mello Breyner Andresen (Zé Paulo)

 



publicado por antmarte às 07:30
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4 comentários:
De Nuno Guronsan a 25 de Abril de 2006 às 17:45
Obrigado, Zé, por mais uma vez me recordares aquilo que é realmente importante, mesmo que já seja passado (quase) longínquo. E lembrar, sempre lembrar por que motivo podemos hoje, aqui, no nosso país, escrever umas quantas "asneiras" que há 30 e poucos anos atrás seriam motivo suficiente para passar a ver a vida aos quadradinhos... Deus sabe que o mundo, ou pelo menos algumas partes dele, bem precisavam de mais uns quantos 25 de Abris...


De Um Militar de Abril a 25 de Abril de 2006 às 19:26
Em Homenagem aos camaradas
deficientes das FAP para que jamais sejam esquecidos embora os tentem ignorar

CAMARADA DEFICIENTE
(Deficiente companheiro)

Tu és um grito poema
Saltando de uma garganta
Garganta escrava que foi
Garganta liberta que é!

Tu foste o motivo que causou.
Tu foste a causa que motivou
A libertação que eu poema
Sinto e sou!

Tu companheiro
Foste o mal necessário
Sem o qual
Não teriam despertado
Os capitães de Abril!

Sem ti companheiro mutilado
Muitos mas... muitos soldados
Seriam sacrificados
Neste ano de Abril

Eu sou um poema inteiro
Não mutilado
Porque sou feito de ti
Do sinistrado
Da viuva, do órfão
E trabalhador
Explorado!

Tu és um símbolo
Não fascista,
Nem explorado!
Tu tens a raiva que eu tenho
De ofendido, oprimido e
estropiado!

Eu sou um poema sentido
Porque sou feito de ti!
Tu foste peça de armamento
E como instrumento matamos

Mas quando matamos
Vimos correr sangue vermelho
Dum povo negro:
Acordamos

E quando acordamos
Não vimos só que as gaivotas eram livres!
Renascemos!
E ao renascermos

Despertamos muitas gentes
Surdas e endurecidas!
Tu Camarada
Deste-me a mim poema,

A cor do sangue
Que rasgou a alma de um soldado!
E eu poema,
Feito de ti,
Não minto quando digo
Que se não foras tu;

Se não tivesse em mim
As tuas carnes decepadas
Abril, teria sido só Abril
Com trinta escravas madrugadas.


Obrigado




De contoselendas a 25 de Abril de 2006 às 20:47
Parabéns pelo blog e pelo teu trabalhoao 25 de abril


De Zé Paulo a 26 de Abril de 2006 às 09:14
Obrigado a todos por aparecerem! O "meu" Abril é também isto, participação e partilha.


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