Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Terça-feira, 26 de Julho de 2005
Dinastia docente
Costuma dizer-se que nós somos a razão da existência deles, que sem alunos não há necessidade de professores. Pois bem, tomemos como certa esta (meia?) verdade. Mas não é menos verdade que sem eles (ou alguns de entre eles, em particular...) as nossas passagens pelas escolas e universidades também não seriam as mesmas. A quantos e quais reconhecemos a influência, a importância para a nossa formação, ou mesmo uma marca fundamental nas nossas vidas, por vezes?
Sendo muito diversificados os posicionamentos e ideias de cada um sobre este tema, limito-me a adaptar uma sugestão em tempos aventada e fazer uma atribuição de cognomes a alguns dos nossos professores, com respectiva justificação (escusado será dizer que o adiante escrito é da exclusiva responsabilidade do autor, cabendo a quem mais se pronuncie a responsabilidade pelo acrescentado).
Jorge Freitas Branco – “O Mestre Informal”: ter aulas com este senhor constitui só por si currículo, na antropologia portuguesa. Mas não se pense por isso que a imagem do professor é a do mestre que dita a sua sabedoria lá do alto da cátedra. Pelo contrário, a singularidade das suas aulas parece residir precisamente numa curiosa aliança do rigor científico com um humor aguçado, requintado e sempre oportuno, que faz dele o mais informal dos mestres.
Robert Rowland – “O Mestre Distante”: (voluntariamente?) afastado e relativamente fechado, o embate com este “vulto” logo no 1º ano revela-se um desafio. Inacessível e senhor de um saber hermético? Certo é que do “confronto” com ele pode resultar um ganho muito significativo – uma aprendizagem sólida e a preparação para todos os desafios do resto do curso, superado este inicial.
Raul Iturra – “O Mestre Revolucionário”: revolucionária e paradoxal a atitude deste velho mestre. Determinado, voluntarioso, por vezes surpreendente, a ambiguidade do tratamento diferenciado dos alunos e de uma certa ligeireza do comentário fazem deste um mestre complexo. Se não pudermos seguir-lhe as ideias e algumas atitudes, saibamos seguir o exemplo de uma determinação imbatível.
José Carlos Gomes das Silva – “O Mestre Perscrutador”: vê-lo embrenhar-se no saber enquanto se dobra sobre um texto em cima da mesa, numa análise minuciosa de cada uma das suas ideias, é como que entrar numa outra órbita. Seguir-lhe o raciocínio, ou os desafios que nos lança, eleva-nos à desconcertante mas muito rica perspectiva indagadora, crítica e aberta ao conhecimento. (Zé Paulo)


publicado por antmarte às 11:08
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