Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005
Dá que pensar...
Numa breve visita à página da internet do ISCTE, chama-nos a atenção desde logo o anúncio das vagas para a 3ª fase do acesso ao ensino superior. Nesta altura há ainda vagas em quase todos os cursos. Em alguns casos não podemos deixar de nos surpreender (Economia – sete vagas, Sociologia – cinco), pelo menos à luz daquela que foi a perspectiva que norteou a nossa juventude de estudantes do secundário.
Resultado das tendências demográficas dos nossos dias, decerto, mas possivelmente também de uma escolha mais informada e consciente dos candidatos de hoje, este fenómeno não pode deixar de nos fazer pensar.
E a Antropologia, no meio de tudo isto? Há ainda duas vagas por preencher. Dir-se-á que resiste à “falta de procura” - duas vagas representam pouco e o aroma a “exotismo” é ainda atractivo? Ou alegar-se-á que sofre do síndroma da pouca “empregabilidade” e que tende para ficar deserta? O que leva à sua procura?
E o que poderia dizer um ex-aluno de antropologia a um candidato ao ensino superior? Que não se metesse num curso que “não serve para nada”, com muito trabalho e sem resultados no fim, ou que aproveitasse um dos cursos talvez mais “coloridos” do nosso panorama universitário, que seria muito bom à sua formação (académica, pessoal, ...), independentemente da “empregabilidade”? Ou o quê?
Dá que pensar, ou mesmo para discutir... (Zé Paulo)


publicado por antmarte às 10:32
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5 comentários:
De Anónimo a 29 de Novembro de 2005 às 16:33
Olha a Anabela! Bem vinda seja! Aparece sempre!Zé Paulo
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(mailto:ilus@clix.pt)


De Anónimo a 23 de Novembro de 2005 às 13:21
pouca empregabilidade? e os outros? o que mais vejo é advogados, arquitectos, gestores e outros que mais sem emprego ou a trabalharem em áreas que nada tem a ver com a sua formação académica. o curso que concluímos é na minha opinião muito interessante. Aprendi imenso e diverti-me muito por isso não estou nada arrependida, pelo contrário, voltava lá outra vez.Um abraço para todosanabela quintino
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(mailto:anabela.quintino@lusocargo-sul.pt)


De Anónimo a 14 de Novembro de 2005 às 19:20
Sem dúvida que o empregabilidade do curso não é das melhores mas, será que é só isso que conta? Quando escolhi este curso já sabia o que a casa gastava. Isso não me demoveu nem um pouco, valores bem mais altos se levantaram. Temos de ser os primeiros a acreditar. Rosário Dias
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(mailto:rosarioiscte@gmail.com)


De Anónimo a 11 de Novembro de 2005 às 12:40
Aprende-se o outro, aprende-se de nós... como não concordar que se aconselhe? E além do mais, é muito divertido...Zé Paulo
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(mailto:ilus@clix.pt)


De Anónimo a 11 de Novembro de 2005 às 12:34
Vejo primeiros ministros advogados.
Vejo ministros das finanças fisioterapeutas (ou lá o que fosse a Manuela Leite).
Vejo líderes da oposição com pouca estatura.
Vejo, principalmente, candidatos POETAS.
Eu aconselharia Antropologia; aprende-se algo que, talvez, poucos ensinem: o outro!
Concordas que aconselhe?Zé (Lopes) Gonçalves
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(mailto:jgoncalves@cm-oeiras.pt)


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