Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006
3 - A civilização islâmica (oriente médio) - Cap. III de X Cap.
Sem grande rigor histórico podemos afirmar que emerge no século VII, a partir da península arábica habitada por povos, divididos em tribos guerreiras que levavam uma vida nómada. É Moamé quem inicia a organização estas tribos numa comunidade dentro dos princípios islâmicos, cuja lei não está dissociada da fé, uma vez que a sua origem é “divina”.

Ao morrer, em 632, deixa uma religião e estabelece o primeiro estado islâmico na cidade de Medina. Em linhas gerais, o Islão é uma religião simples, antítese da católica, isenta de dogmas e assente em 5 pilares básicos. A expansão árabe em volta do mediterrâneo é galopante e transformar-se no maior império do mundo. De Córdoba e Granada a Damasco e Bagdade. No final do séculos XV o califado de Granada é o ultimo reduto peninsular a cair e marca o fim do domínio islâmico na Europa ocidental.

A partir do século XVI o mundo islâmico perde a unidade política e desmembra-se. Contudo ficaram para sempre, as tradições e a lei, e fundamentalmente o Alcorão como instrumentos aglutinadores de divergências, numa força social, digamos civilizacional, determinante até aos nossos dias. O Islamismo.
O islamismo é a religião que mais cresce no planeta, e ganhou visibilidade nas últimas décadas em função de imensa riqueza de que é detentora: são donos das mais generosas reservas de petróleo do mundo. É este choque entre a civilização ocidental que trilha a sua trajectória segundo os parâmetros da Bíblia, da fé cristã, dos ensinamentos de Cristo que se contrapõe com o Islamismo dos países muçulmanos, que se pautam fundamentalmente pelo Alcorão, pela fé islâmica, pelos ensinamentos de Maomé.

Feito este pequeno enquadramento histórico, sem o rigor que o exigente Zé Paulo quereria, mas, este não é o lugar para deslumbramentos pessoais, avancemos para os capítulos que nos conduzem ao tema central que tenho em mente. A preservação dos valores da nossa cultura, da nossa civilização contra os desejos de um certo fundamentalismo militante mais as suas posições fracturantes. JF.

Próximo capitulo
4 - A Luta dos Titãs Ideológicos


publicado por antmarte às 23:51
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3 comentários:
De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 20:00
Será que ainda tenho de apertar o bico ao Picapau Amarelo, desconfio que sei onde este passarão tem o ninho!!! Uns não podem publicar cartons de um tal não sei quê, outros andam a escrever demais, ser prior desta freguesia não é fácil, é muito stress.jf
Jorge Ferraz
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(mailto:jferraz@iol.pt)


De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 00:01
Estou à espera do último capítulo. E não se iluda o J Ferraz se pensa que dizer muito é dizer mais.Picapau Amarelo
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(mailto:carrilho@ci.uc.pt)


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2006 às 09:27
Ora essa, amigo! Está muito interessante, continua! Ninguém pretende aqui uma história universal concisa e exacta (se é que isso existe). O que se pode pedir é que nas tomadas de posição, na defesa das ideias próprias, sejas mais fundamentado, em vez de só "disparares de rajada", sem argumentar de modo fundado. Cá te esperamos!Zé Paulo
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(mailto:ilus@clix.pt)


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