Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006
4 - A Luta dos Titãs Ideológicos - Cap. IV de X Cap.


Este choque civilizacional, (ou cultural) entre o ocidente com a liderança dos Estados Unidos, após o desaparecimento da URSS, com o Oriente-médio liderado pelo petróleo e pelo Alcorão que nos acompanha e atormenta nos dias de hoje.
Goste ou não uma esquerda folclorista que por aí vagueia, uma marginalidade social que por ai espontei-a, são os EUA que com sua incomparável pujança económica, e o seu poderio militar, a sua vigorosa influência política e cultural sobre os destinos do mundo, que representam e defendem os valores ocidentais.

Desde a democracia, à economia de mercado, às liberdades individuais e colectivas. Goste-se ou não, concorde-se ou não mas, a exportação desse modelo de sociedade encontrou no mais poderoso aparelho de propaganda jamais existente na história, os EUA - a combinação entre meios de comunicação e indústria do divertimento - o instrumento para a propagação da actual globalização. Chegam a todo o mundo, pela música, pelo cinema pela informação, pelo poder económico, generalizando estilos, impondo a homogeneização que acompanha e dá alma à globalização. “Nem Marx nem Coca-Cola” mas apenas sempre Microsoft.

Do outro lado, o islamismo, a força do Alcorão a chantagem do petróleo e do fundamentalismo. É este o mundo que nos rodeia no início do século XXI, goste-se ou não dos modelos em causa. Deixemos para outra oportunidade a análise histórica sobre a emergência dos impérios e civilizações do Oriente longínquo.
Como foi possível que o mundo a duas cores existente ate á queda do muro de Berlim, As duas grandes ideologias políticas dos tempos modernos (século XX) – o liberalismo e o marxismo - ambas universalistas que uma delas tenha sucumbido. O liberalismo, com o indivíduo e seus direitos universalistas que continua, o marxismo e a luta de classes (povos de todo o mundo uni-vos) que se vem substituindo pelo Fundamentalismo.

O Fundamentalismo Islâmico, enquanto ideologia política e religiosa que sustenta que o Islão não é apenas uma religião mas um sistema que também governa os imperativos políticos, económicos e sociais do estado. Um objectivo crucial do fundamentalismo islâmico é a tomada de controlo do Estado de forma a implementar o sistema islamista. E, um outro fundamentalismo, na sua versão soft, que tem apoio hipócrita numa tribo fossilizada com uma certa ideia de esquerda Europeia. Que ninguém sabe o que é.
“Tribo de partidos” e de outras organizações políticas, que sustentam uma dita esquerda alternativa e progressista, que toma como referência os valores e tradições do movimento socialista, comunista e operário, do feminismo, do movimento feminista para a igualdade de género, do movimento ambientalista e pelo desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos, do humanismo e antifascismo, do pensamento livre e progressista, tanto em termos nacionais como internacionais. Uma panóplia de boas intenções.
Pugnam pela resistência às guerras, ao rearmamento e ao fundamentalismo do mercado afirmando-se como parte do movimento por uma outra política.

Estamos convencidos que um outro Mundo, uma outra Europa, é possível: uma Europa de paz, democrática, social, ambientalista, – uma Europa solidária”.
Não pelos partidos políticos de orientação esquerdista vivendo à sombra da luta de classes como forma de justificação da violência revolucionaria em que o discurso político envolve palavras emocionalmente apelativas como amor, justiça social e fraternidade.
Não há nenhuma surpresa, portanto, em ver partidos de esquerda caminhando lado a lado com organizações terroristas de todo o mundo responsáveis pelo derramamento do sangue de mais de cem milhões de pessoas durante o século XX. Na base são adolescentes politicamente correctos que se dizem marxistas sem nunca terem lido uma linha sequer de Marx, sustentados e doutrinados por professores que acreditam nos amanhas que cantam.

O idealismo romântico, O idealismo ingénuo, tão ardente nos jovens que desejam transformar o mundo e fazer a diferença na sociedade. É próprio, faz parte da idade, apesar de controlados por falhados políticos que vivem normalmente à sombra do Estado e que se aproveitam dessa fase para inculcar suas propagandas político – partidárias. Gostem ou não é um certo populismo fundamentalista de bem falantes sem gravata mas de iPOD. JF

Próximo capitulo
5 - Falemos Então de Cultura


publicado por antmarte às 00:22
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