Ponto de encontro da turma da noite de antropologia, do ISCTE, 2001-2005
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
8 - O Meu Património Inalienável - Cap. VIII de X Cap.
O Meu Património Inalienável - Casamento, Família, Filiação, Paternidade e Maternidade

Creio que para a grande maioria, nomeadamente para antropólogos estes conceitos estão enraizados no tempo. No plano antropológico constituem premissas sobre as quais as sociedades se constituíram e regularam. Rebuscando nos manuais manuseados recentemente, ainda desarrumados à espera do fundo do baú, encontro neles o corolário da linha de pensamento que tenho escrito ao longo dos capítulos anteriores sobre cultura e civilização, nomeadamente a nossa: a Civilização judaico-cristã, à qual de forma simplista apelidamos de Ocidental.

“O casamento é uma instituição social determinada pela cultura. O Casamento é o complexo das normas sociais que definem e controlam as relações de um par unido um com o outro, com os seus parentes, com a sua prole e com a sociedade em geral. Ele define todos os direitos institucionais, deveres, privilégios e imunidades do par como marido e mulher. Ele determina a forma e actividades da associação conhecida como a família”.
(Antropologia Cultural e Social - E. Adamson Hoebel e Everett L. Frost)

No plano social a “família” é unanimemente considerada a célula base da organização social. O sempre eminente colapso da instituição família vai ter de aguardar por melhores dias. E é sobre o conceito do “casamento” que o tempo homologou como sendo a união entre dois elementos de sexo diferentes e o conceito de “família” entronizado como e célula resultante da união de dois elementos a que acresce a “filiação”, fazem parte do meu património cultural e civilizacional, apresentado nos capítulos anteriores como judaico-cristã, do qual não abdico, não partilho tão pouco estou disponível para deixar adulterar.

Dir-me-ão que o tempo tudo muda. Dir-vos-ei que também não. Confundir as raízes da cultura com modas efémeras de índole sexual é definitivamente ajavardar. Para o casamento inventem a «união entre iguais», «gaymento» ou «lesbimento». Para a família qualquer termo como «a firma de prazer» ou dos «ajumentados»
Aceito que, sobre direitos sociais - lutem por eles -, lhes sejam atribuídos se deles forem dignos, nomeadamente o fiscal e a herança patrimonial.

Sobre a “filiação” a consanguinidade é a regra. Pseudo igualdade de direitos não colhem, a espúria e putativa tentativa de adopção de crianças por “casal” do mesmo sexo, será sempre coarctar o legítimo direito inalienável de cada criança, enquanto menor, ter os mesmos direitos de todas as outras. Um pai e uma mãe. E este direito, por direito indisponível, prevalece sempre sobre o egoísmo ignóbil de pretensões igualitárias fundamentadas em falácias.
Ninguém retirou direitos à comunidade homossexual, mas não queira esta, para além daqueles, ter outros e mais direitos, ditados por modas e maquinações politicas.
Questões de natureza social, de exclusão etc., e sempre na salvaguarda dos interesses dos menores existe a adopção devidamente regulada, em favor de uma família tradicional. Com consanguinidade ou não. Nunca para esotéricas uniões. Sejamos rigorosos e coerentes, a cada um o que a cada um pertence.

Próximo capitulo
9 - Faço Minhas as Palavras de:


publicado por antmarte às 00:11
link do post | comentar | favorito
|

2 comentários:
De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2006 às 11:39
Desculpa não poder comentar agora, estou aflita à procura do que possa querer dizer "esotéricas uniões". Assiiiiiim não dá.bonecarussa
</a>
(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2006 às 10:33
"Faço minhas as Palavras de :..."
Espero que isto revele a "luminária" que inspirou a verve destes capítulos. Porque situá-la no espaço e no tempo poderá ser a sua salvação e, quem sabe, a do J Ferraz. Picapau Amarelo
</a>
(mailto:carrilho@ci.uc.pt)


Comentar post